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miércoles, 4 de marzo de 2015

Heridas de la infancia


Lunita llena de marzo,
 lunita llena de virgo
tan lejos estas de la tierra 
y por eso tanto te extraño.

Tus cuidados hoy invoco
pues mi niña esta llorando
no sabe bien el motivo
pero tu soplo será sagrado.

Lunita llena de marzo
de aguas que cierra el verano
permite que con tus lluvias
sus angustias  se hagan a un lado.

Lunita llena en virgo
permítele hacer limpieza
dejando que por sus ojos
se vaya todo el espanto.

Tus cuidados hoy preciso
para este corazón destrozado
imploro que tu energia plateada
convierta su sangre en miel dorado.

Permite que esta niña crezca libre 
y pueda volar muy alto.



Texto e imagen Juliaro
Se agradece citar autoria si va a compartir.

Tradução ou português 

Luinha cheia de março,
Luinha cheia em virgem
tão longe você esta da terra 
que tamanha saudade me pega.

Teus cuidados hoje invoco
pois minha menina esta chorando
não sei bem o motivo
mas teu sopro será sagrado.

Luinha cheia de março
de águas que fecham o verão
permite que com tuas chuvas
suas angustias virem um lago.

Luinha cheia em virgem
permíta-lhe fazer  limpeça
deixando que por seus olhos
vai embora toda tristeza.

Dos teus cuidados hoje preciso
para este coração destroçado
imploro que tua energia prateada
converta seu sangre em mel dourado.

Permite que esta menina cresça libre 
e que possa voar muito alto.
Texto e imagem Juliaro
Agradece-se citar autoria se vai a compartilhar.

jueves, 15 de enero de 2015

Desde el útero Arte menstrual 2015- Texto: Génesis de Medusa

Génesis de Medusa


En las profundidades de la tierra un ojo se abrió. 
Trémulo y zigzagueante mostró una cobra coral.


Su piel húmeda y fria se fue deslizando hasta la superficie,
 Ascendiendo en dirección al sol.

De cuclillas en la tierra una mujer entregaba su sangre a la madre tierra.
su yoni abierto rojo carmesí fueron el portal para la materia.
La cobra entró y ella se convirtió en Medusa.
La cobra y Medusa ahora eran "Una" en dirección a la luna.



Texto é imágenes de las cabernas de Juliaro.


martes, 22 de abril de 2014

Deusas: Nanã


Nanã anciã sábia

Lá na floresta, num claro clarão
no pântano escuro uma bela anciã,
na chuva mas forte, com muito trovão
vi à mulher mais sábia,  la estava Nanã.

Mulher misteriosa, da terra e do mar
rainha da morte e do renascimento
Tu tem a força da Deusa, 
da antiga mãe lunar.

Nanã a matriarca passiva
"Por aqui não passarás"
enfrentou aos metais do guerreiro
e como uma dragoa defendeu seu lar

Nanã velha dona dos búzios
sabe Deus os mistérios 
que tu podes revelar.
mulher solitária, mulher dona da lama
flores de lótus puras e brancas
fazes brotar no teu quintal

Avó Nanã, me acolha na sua sombra
tu que cuidas das profundezas,
 do lado escuro do lodaçal.

Rainha das chuvas
que é vida, que é morte.
rainha da tuas terras e abismos
por amor abra meus caminhos
me permita lhe visitar.

Imagem e texto ©Juliaro (todos os direitos reservados)


Nanã anciana sabia

Allí en la selva, en la claridad de un claro
en un pantano oscuro una bella anciana,
retumbando truenos de una lluvia muy fuerte
vi a la mujer mas sabia,  allí estaba Nanã.

Mujer misteriosa, de la tierra y del mar
reina de la muerte y del renascimento
Tu tienes la fuerza de la Diosa, 
de la antigua madre lunar.

Nanã la matriarca pasiva
"Por aqui no pasarás"
enfrentó los metales del guerrero
y como una dragona defendió su hogar.

Nanã vieja dueña de los buzios
sabe Dios los misterios 
que tu puedes revelar.
mujer solitaria, mujer dueña del barro
flores de loto puras y brancas
haces brotar en tu patio de atrás.

Abuela Nanã, me abrace en su sombra
tu que cuidas de las profundidades
 del lado oscuro del lodazal.

Reina de las lluvias
que es vida, que es muerte.
reina de tus tierras y abismos
por amor abra mis caminhos,
 permítame poderla visitar.

Imagen y texto ©Juliaro (todos los derechos reservados)

sábado, 19 de abril de 2014

Deusas: Oxum


Ora yê yê ô!
Oxum Menina

Menina que banha-se nos rios
com charme dourado no seu olhar
sua dança sinuosas, suas curvas candentes
pulseiras de ouro e joias pra lhe amar

Ora yê yê ô!
Oxum sereia

Oxum sereia penteia seus cabelos
e as cachoeiras ecoam um Saravá!,
os rios fluem pra se encontrar com o mar
no seu abraço fraterno com sua mãe Iemanjá.

Ora yê yê ô!
Mamãe Oxum

Oxum mãe das águas doces,
dos rios e das cachoeiras,
nutrindo e fertilizando a terra.
leva abundância pra quem precisa
traz amor e cura para todo o planeta.

Ora yê yê ô!
Oxum Apará

 Oxum Apará , vaidosa guerreira
Carregando os ventos da sua irmã Iansá
Tu eres a mais bela e a mais corajosa
com teu espelho na mão e a daga escondida
Vais varrendo a trevas e fertilizando a vida.

Ora yê yê ô!
Oxum

Imagem e texto  ©Juliaro (todos os direitos reservados)




                                                   






viernes, 4 de abril de 2014

Deusas: Iansã


Iansã : Mamãe dos ventos

De saia vermelha, de espada na mão
mexendo nos ares, efervescendo no mar.
Espirito fogo, guerreira do ar.
traz ventos e tempestades,
minha mãe é Oyá.

Me mostre sua força, 
me leve onde vai, 
me traga novos desafios, 
novas guerras de paz.

Ela não teme a nada,
ela que ama dançar
mulher movimento,
 rainha das trevas
tu sabia ventoinha
Eparrey Iansã!

Iansã mulher curiosa, 
ávida de conhecimentos que sabe buscar.
De cada homem aprendeu seus dones
e já nada detêm seu eterno rodopiar.

Valente, sincera, mulher justiceira
Espirito fogo, de armas tomar.
 me ensina a dançar nas minhas tempestades
  me ensine a ser vento, guerreira do ar.

Ela não teme a nada,
ela que ama dançar
mulher movimento,
 rainha das trevas
tu sabia ventoinha
Eparrey Iansã!

Imagem e texto ©Juliaro (todos os direitos reservados)

sábado, 29 de marzo de 2014

Deusas: Yemanjá


Yemanja Odoiá!

Das grandes ondas perfumadas,
numa noite de luar
das miúdas pérolas prateadas
vem chegando Yemanjá

Peixinhos fazem ciranda
corais e arrecifes a se iluminar
o fundo do oceano é uma festa
que da boas vindas Odoiá!

Ela recebe todos de braços abertos
com profundo amor incondicional
é nossa mãe uma sereia,
uma sereia do fundo do mar.

E a águas se balançam,
junto a suas cadeiras de sal
molhando seus peitos fartos
Salve a Rainha do Mar!

Lá vai ela se contornado
com seu espelho pra nos mostrar
flutuando nas águas do inconsciente
devela os mistérios pra nos acordar.

Texto e imagem ©Juliaro (todos os direitos reservados)





sábado, 8 de marzo de 2014

Desabafo no dia da mulher

Hoje abro o face e veio que esta cheio de mensagens de minhas amigas feministas faceboqueiras com um monte de fotos para para não festejar, não comemorar, não felicitar, para lutar por nossso direitos, para nao contribuir com o patriarcado e um monte de queixas contra este dia que por algum motivo temos. 

Isto gera muita contradição em mim porque sempre apoio as causas que defendem os direitos da mulher.

Agora porque eu não posso festejar? porque tenho que sentir culpa? Porque não posso felicitar a minhas irmãs, as deusas que me acompanham?

Eu concordo que não devemos deixar que este dia vire frivolidade, claro que não.

Concordo também que esta virando dia comercial para vender sapatos, maquiagens, chocolates, flores e um monte de tranqueira, em lugar de lembrar as trabalhadoras queimadas naquele 8 de marzo de 1857 
Acho uma merda que hoje alguns homens presenteiam com flores e no dia seguinte dão pancada na mulher

Mas eu acho importante este dia mais do que lutar (e seguir assim agindo com as mesma violência de alguns homens), que seja hoje um dia para refletir, para nos conscientizar do sagrado que é ser mulher, para celebrar o fato de ter a deusa dentro de nós.

Até que nós não despertemos e tomemos consciencia do quanto sagradas somos ninguem vai respeitar nenhum de nossos direitos, porque hojem nem nós nos reispeitamos nem respeitamos eles. (se nem podemos faltar no trabalho ou parar de trabalhar em casa quando estamos menstruadas)

Acho hoje um dia especial para celebrar o feminino , coisa que os homens também têm.
Então porque em lugar de brigar, sendo  bravaaas, gritonas, por nosso direitos não apelamos a nossa sutileza? Porque não felicitamos também as mulheres que vivem dentro de nossos homens?

Hoje eu me felicito e quero felicitar a cada mulher e cada homem que aceita seu feminino. Hoje me sinto feliz por ter encarnado na mulher que sou, por ter um companheiro maravilhoso com uma sensibilidade muito feminina, que mesmo assim me cuida, me ama e me respeita. 
Cada um tem o que atrai, o que reflete então porque não tentar nos conhecer, nos melhorar e ter autoresponsabilidade em lugar de continuar lutando?

Para as que se sintam aludidas com estas palavras eu te desejo um feliz dia

Namastê

Juliaro Arte

E compartilho este texto de minha amiga Carol Marques SoMar que me inspirou a dizer SIM a nosso festejo do DIA DA MULHER. PORQUE NOS SOMOS DEUSAS E MERECEMOS CELEBRAR.

Texto que fala um pouco sobre a origem mítica da dança do ventre e sua relação com o Sagrado Feminino.
Autoria: Carol Marques SoMar.

O TEMPO EM QUE AS MULHERES ERAM (?) DEUSAS.

Entre as histórias que contam sobre o surgimento da dança do ventre, existe uma que me toca de uma forma bem especial, por falar de um tempo que hoje parece ser ignorado pela maioria das pessoas: O TEMPO EM QUE AS MULHERES ERAM DEUSAS.

Esta história conta que há muito, muitíssimo tempo atrás, um tempo em que os seres humanos viviam mais integrados à natureza, as sociedades tribais tinham uma organização matriarcal, ou seja, os arquétipos femininos e seus atributos regiam a maneira como as pessoas se agrupavam, relacionavam-se e lidavam com a terra e com o sagrado.

Conta-se que, nesse tempo, por não terem a consciência de que eram co-participantes no processo de fecundação e geração da vida humana, os homens viam as mulheres como seres misteriosamente sagrados, que detinham em seus corpos a ciência divina do gerar e ainda, exerciam influência sobre a terra e sua fertilidade. Dessa forma, as mulheres-Deusas, tornavam-se responsáveis por “lembrar” à Terra que era chegada a hora de gerar frutos para nutrir as comunidades que nela habitavam. E elas faziam isso dançando!

No momento propício reuniam-se em grandes círculos, entoavam cânticos que imitavam os sons que as mulheres emitem ao dar à luz, ondulando seus ventres e seus corpos em movimentos fortes e vibrantes, como se naquele momento fossem a própria Mãe-Terra que, cheia de vida em seu interior, geme para parir o alimento que será colhido tempos depois, servindo de sustento aos seus filhos.

Um tempo em que as fases da lua, a mudança das estações, a mudança das marés, a posição das estrelas no céu, enfim, a natureza e seus ciclos eram observados atentamente e estavam intimamente ligados ao ser do feminino. O feminino que pela própria configuração anatômica de seu sexo, já se mostra velado, (opondo-se à exposição e obviedade do masculino), relacionando-se com tudo aquilo que é oculto e misterioso. O feminino e seu ciclo de fertilidade, onde o útero se prepara para a vida enchendo-se de sangue e tecidos para receber um novo ser e ao dar-se conta que o processo de gerar não será completado, desfaz todo seu trabalho, desmancha-se, sangra, morre para dar início a novo ciclo, como se renascesse, renovasse a cada mês.

Mas a mulher, ao longo do tempo veio perdendo a intimidade com o seu ser sagrado, bem como os homens. Com todos os “avanços” na tecnologia, na forma de pensar e de organizar o mundo, o ser humano estabelece uma nova ordem que é a patriarcal, onde a objetividade do masculino rege a maneira como as sociedades se organizam. O sol, símbolo do masculino, passa a ser referência para o calendário e não mais a lua. Tudo o que é feminino passa a ser visto como fraqueza ou crendice sem fundamento. A beleza, a suavidade e o saber da mulher: uma sedução perigosa, magia negra, coisa de bruxa, do demônio... e queimem-nas na fogueira!

Hoje vivemos em um mundo em que muitas mulheres preocupam-se em assumir atributos masculinos para serem mais respeitadas e aceitas, principalmente no que diz respeito ao campo das profissões. O que todos nós, homens e mulheres esquecemos, é que cada ser humano, seja ele anatomicamente, homem ou mulher, traz em si, as duas energias, tanto a masculina quanto a feminina e investir e trabalhar apenas uma delas causa desequilíbrio na nossa estrutura. Porém, para que haja um retorno ao feminino sagrado, onde os atributos da mulher estejam em um patamar de importância tal que devem ser zelados e cultivados em nossa cultura, assim como os atributos masculinos, é preciso que a mulher dê início ao resgate de sua essência e retome para si o direito e o prazer de conhecer e exercer sua feminilidade, que, apesar de uma aparente fragilidade, está repleta de força e sabedoria, e que, ao lado do masculino pode usufruir de todo o potencial gerador de seu ventre, dádiva do princípio de criação que a ela foi dada: um momento de plenitude em que a mulher encontra-se cheia, pois tal como fez a grande divindade surgir do nada tudo aquilo que existe, a mulher é capaz de gerar vida a partir de seu buraco, de seu aparente vazio, reconectando-se novamente com a sacralidade da Grande Deusa-Mãe.

É sobre isso que a dança do ventre e seus movimentos sinuosos que valorizam e acentuam os atributos do corpo, da energia, e da psique feminina, vem nos falar.

É preciso que hoje ainda haja tempo, mulheres e homens, para O TEMPO EM QUE AS MULHERES ERAM DEUSAS!

Texto: Carol Marques SoMar


miércoles, 11 de diciembre de 2013

Danzo con la luna


Danzo con la luna

Danzo con la luna
danzo las 28 noches
danzo con sus fases
danzo sus movimientos
aleatorios y errantes

Danzo la luna
danzo sus eclipses 
 su luz de plata tan clara 
y su oscuridad de negro azabache

Danzo en la luna
danza mi serpiente
danzan mis brazos
 danza mi vientre.

Danzo a la luna
danzo sintiendo
 danzo desnuda, 
danzo sin saber,
 sabiendo.

Imagen y poesia ©Juliaro 
(todos los derechos reservados)

+++++++++++++++++++++++++++++++++

Danço com a lua

Danço com a lua
danço as 28 noites
danço com suas fases
danço seus movimentos
aleatórios e errantes

Danço a luna
danço seus eclipses 
 sua luz de prata tão clara 
e sua escuridão de preto jato

Danço na lua
dança minha serpente
dançam meus braços
 dança meu ventre.

Danço à lua
danço sentindo
 danço nua, 
danço sem saber,
 sabendo.

Imagem e poesia ©Juliaro 
(todos los direitos reservados)

miércoles, 20 de noviembre de 2013

Deusa Uzume


Diante da Caverna Rochosa do Céu

onde Amaterasu Omi Kami, a Deusa do
Sol
escondeu seu rosto radiante
onde todos os Deuses e Deusas reunidos
tentaram
atraí-la para fora
e falharam
eu subi à Caverna
com a maior seriedade
com grave determinação
com dignidade própria e semblante altivo
e com grande impacto
levantei meu quimono mostrando-me de um jeito
que deixou os mais exaltados boquiabertos
babando
Então brinquei de fantoche com meus lábios vaginais
e deia mim mesma um pequeno serviço labial
joguei meu seio sobre um ombro
e o outro sobre o outro ombro
e caí sentada no chão
com grande impacto
em meio às explosões de riso e divertimento  do respeitável público
Com meus seios amarrados num nó
e as pernas abertas como um capacho de boas-vindas
invoquei os Espíritos
e ofereci meu corpo a eles
mas eles se recusaram a aceitar
A multidão uivava e ria enquanto eu continuava a dançar a minha
dança
até que Amaterasu Omi Kami não aguentou mais
e correu para ver o que estava acontecendo
E assim o riso
tirou a Deusa do Sol de sua caverna escura
e trouxe a luz e o calor de volta para o mundo

Imagem  ©Juliaro
texto "Uzume , Oráculo da deusa". Amy Marashinky


lunes, 18 de noviembre de 2013

Luna roja de Escorpio en Tauro.


Rojo mi enojo
rosada mi tristeza
rojo mi dolor
rosada luna llena

Roja mi raiz
punzante color carmín
rosada mi cabeza
saturada y llena de ideas,

Rojo el cielo,
roja la Luna.
Rojo mi corazón,
roja la espera

Rojo el  tiempo
que pasa por mi cuerpo rojo
roja es la locura que hoy 
la vaca y el escorpion juegan

En luna roja todo se tiñe de rojo.
Es tanta la emoción y tantas las ideas, 
que un absurdo caos atómico, 
muy pronto me rodea.

Sólo me resta llorar,
y llorando mi alma se expresa.
Sólo me resta llorar,
gotas rojas en la tierra.

"Luna roja de tauro"  
Imagen y texto: © Juliaro


miércoles, 23 de octubre de 2013

Enraizar


Raiz, tierra, raiz
me aprofundo en mi profundidad
germino, mirando hacia dentro.
Enraizo, me conecto conmigo
tierra, sangre, tierra
mi espíritu se liga a este ciclo.
y vuelvo a brotar.

Texto é imagen ©Juliaro


lunes, 30 de septiembre de 2013

Bienvenida primavera!!!


Parece un viento,
 parece una luz
es una energia 
de color azul.

Es la prima Vera
que llega para hacer cosquillitas
y despertar a la niña 
que en invierno durmió.

Ella se desperesa,
con cierta pereza
como una bolita 
le cuesta abrir
no quiere salir.

mas ella renace
ella se hace
ella tiene base
tiene raices
y fuerza interior.

Despierta chiquita, le dice doña Vera
Y ella enseguida la niña 
se pone a reir.

texto e imagen ©Juliaro 



Parece um vento,
 parece uma luz
é uma energia 
de cor azul.

É a prima Vera
que chega pra fazer coceguinhas
e acordar a criança
que no inverno dormiu.

Ela se estica,
com certa preguiça
como uma bolinha 
lhe custa se abrir
nem sequer quer sair.

mas ela renasce
ela se faz
ela tem base
ela tem raiz
e força interior.

Acorda menina, lhe diz dona Vera
E ela em seguida 
começa a sorrir.

texto e imagen ©Juliaro 


miércoles, 14 de agosto de 2013

Aquarelas Nordestinas





Essa noite eu tive um sonho revelador.
A luz banhava minha consciencia preparandome para o encontro.

Esa noche yo tuve un sueño revelador.
La luz banhaba mi consciencia preparándome para el encuentro.

Era noite de lua nova e no mar a grande Feiticera surfava as ondas arrevoltada. 
Sua furia se manifestava numa tempestade interna, 
de encontro com o insconciente e com o coletivo e com uma verdade universal.

E foi nessa mesma turbulência que ela me falou:


Era una noche de luna nueva y en el mar la gran Hechicera surfeaba en las olas revueltas. 
Su furia se manifestaba en una tempestad interna, 
de encuentro con el insconciente y con lo colectivo. 
Con una verdad universal.

Y fue en esa misma turbulencia que ella me dijo:
De arquétipos e formas que olhavam a mesma fonte.

Que diversos arquetipos y formas miraban la misma fuente.

Que todos nadamos o mesmo mar, nas mesmas águas do conhecimento. Algumas águas são escuras,  profundas e  turbulentas, outras calmas, claras e cristalinas onde podemos ver até um anel cair no fundo, mas todas elas são parte do mesmo MAR.
O MAR onde estamos inmersos, o mar do senso común, esse mar que visitamos em nossos sonhos onde tudo é possivel, onde todos sabemos diferenciar o certo do errado, e onde temos o livre albitrio para decidir o que fazer. Onde mora a chamada Auto- responssabilidade.
E é o mar é a mar, a-mar, amar e se transformar como as serpentes marinas, para evoluir nesta espiral onde todo se repete, todo se transforma, onde não tem nada novo porque tudo esta sendo permanentemente reciclado.

Inspirada em imagens e textos de Jung e em companhia do mar
©Juliaro (todos los derechos reservados)


Que todos nadamos en el mismo mar, en las mismas aguas del conocimiento.
 Algunas aguas son oscuras,  profundas y  turbulentas, otras calmas, claras y cristalinas, donde podemos ver anillo caido en el fondo, pero todas ellas son parte del mismo MAR.
El MAR donde estamos inmersos,  el mar del sentido común , de la intución, ese mar que visitamos en nuestros sueños donde todo es posible, donde todos sabemos diferenciar lo correcto de lo incorrecto, y donde tenemos  libre albedrio para decidir que hacer. Es allí donde vive la llamada Auto- responsabilidad.
Y es la mar, a-mar, amar y transformarse como las serpientes marinas, para evolucionar en esta espiral donde todo se repite, todo se transforma, donde no hay nada novo porque todo está siendo permanentemente reciclado.

Inspirada en imagen y texto de Carl Jung y en compañia del mar.
©Juliaro (todos los derechos reservados)


miércoles, 14 de noviembre de 2012

A cor da arte

Acordarte
tela 20 x 60 cm
tinta acrilica
novembro 2012

A cor da arte
Acorda  lagarta,
teu tempo tem passado.
Acorda borboleta,
o céu ta te esperando.

Acorda a cor
Acorda as letras
Acorda as flores
as maracujas e toda terra.

Acorda sem corda
solta o medo, abra sua alma

Acorda borboleta
ja estou lista pra beijarte
Acordas as asas 
e mostra ao mundo 
como é A cor da arte.

Imagem e texto © Juliaro (todos los derechos resevados)

Tela começada no live paint do Visionary Arte Fest 11.11.2012

miércoles, 31 de octubre de 2012

Noche de Brujas, día de sabiduria!

Feliz dia de brujas!! Desmistificando a las brujas malvadas de cuento. Bruja es una mujer sabia, una mujer consciente de su naturaleza. Una mujer que sabe adentrarse en sus profundidades, que sabe regresar a la tierra, que entiende la muerte y la vida como una misma cosa, sin miedo ni dando miedo. Porque lo que da miedo es la ignorancia y Ella sabe que sabe.

Texto e imagen ©Juliaro 

Feliz dia de bruxas!! Desmistificando às malvadas bruxas de conto. Bruxa é uma mulher sabia, uma mulher consciente da sua natureza. Uma mulher que sabe se adentrar nas suas profundezas, que sabe retornar à terra, que entende a morte e a vida como uma mesma coisa, sem medo nem metendo medo. Porque o que da medo é a ignorancia e Ela sabe que sabe. 

imagem e texto © Juliaro Arte

martes, 31 de julio de 2012

Tara Estrella: Diosa de la sabiduria.

Una noche de luna llena
en que la existencia era evaluada,
lunáticos pensamientos
se debatían con inesperadas y fugaces ideas...

Las mareas subian y la luna roja llegaba.
No encontraba un equilibrio, afectada y sin norte
 cuestioné hasta mi nombre.
y en en un grito silencioso pedi a Venus: ¡Por favor!.

Esa noche en que pintaba fue que la diosa Tara me visitó.
Estrella guia, diosa sabia de la compasión
susurro a mi oido un consejo y hasta el mar me acompañó.

Tara verde,
verde nectar. 
en mi intuición
la sabiduría perfecta.
Brote verde
salvia  y vida, 
Tara bendita
 mi estrella guia.

Un reaujuste entre mis sueños,
hoy el día ya está mejor
no sé bien de donde vengo y mucho menos a donde voy
 pero la luz está brillando, furiosa en mi corazón.

Tara sagrada, la que da vida
Tara bendita, gran madre de la compasión.
Estrella guia, madre del mundo
abro mi alma y me conecto con vos.


© Juliaro Texto e imagen
 (todos los derechos reservados)


lunes, 2 de abril de 2012

Pachamama


Pachamama.

En el momento preciso del ocaso
 una comunión entre el cielo y la tierra.
Astros testigos del nacimiento
 de un árbol de vida y sabiduría.

Madre Tierra se ergue en forma montaña
ondulada, perfecta y particular.
es fortaleza y aquietamiento. 
Es la paciencia y la reciptibidad.

Pachamama con tu manto de hierbas purificas el aire
y el agua brotando desde el centro de tu ser.
Eres la vida que corre en mis raices,
Pachamama te siento palpitando  bajo  mis pies.

Juliaro. 
2 de abril 2012


lunes, 26 de marzo de 2012

Germinando


“Germinando”
Tamanho: 30 x70 cm  
Tinta Acrílica
Data marzo 2012- 


Profundas entrañas de la madre Tierra
dan a luz una niña, una semila que germina.

En lo alto del cielo el padre creador
acaricia su rostro, dándole vida y bienvenidas

Las aguas sagradas y sus ancentrales, nutrirán su raices
y así ella tranformará cada partícula el aire que la toque en luz y alegría.

Cuando las mujeres son semillas
el mundo se siembra de maravillas.
   
 Juliaro